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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Fukushima: outro terramoto de grande magnitude pode dizimar Japão e levar à evacuação dos EUA

Mäyjo, 02.02.14

Fukushima: outro terramoto de grande magnitude pode dizimar Japão e levar à evacuação dos EUA

 

“Li um estudo que diz que se o quarto reactor nuclear colapsar e as barras de combustível ficarem expostas, o Japão será dizimado e toda a população da costa oeste da América do Norte terá de ser evacuada”. O alerta foi deixado por David Suzuki, um prestigiado cientista e professor na Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, durante um simpósio sobre ecologia da água na Universidade de Alberta, também no Canadá.

Fukushima é a situação mais assustadora que posso imaginar. O quarto reactor está tão danificado que se houver um outro terramoto de magnitude sete ou superior o edifício vai colapsar”, acrescentou Suzuki, indicando que a probabilidade de ocorrer um terramoto no Japão com esta magnitude nos próximos três anos é superior a 95%.

“E se o quarto [reactor] colapsar durante um terramoto e as barras de combustível nuclear ficarem expostas, então será o adeus ao Japão e a evacuação da população da costa da América do Norte. E se isto não é assustador, não sei o que é”, indicou o cientista, citado peloRT.

Recorde-se que a central de Fukushima, danificada no sismo e tsunami que assolou o Nordeste do Japão a 11 de Março de 2011, está a ser desmantelada. Na central, existem mais de 1500 barras de combustível, incluindo 200 por utilizar que vão ser transferidas para um edifício mais seguro, a cerca de cem metros do actual.

Os engenheiros esperam que a retirada das barras de combustível da piscina do reactor quatro possa estar concluída até ao final de 2014. Nos restantes reactores (existiam seis), que sofreram danos no núcleo, a operação será muito arriscada e o processo pode vir a demorar cerca de 40 anos, sempre com um risco elevado de nova catástrofe.

Durante o seu discurso no simpósio, David Suzuki acusou ainda o Governo do Japão de estar a “mentir entre os dentes” sobre a realidade do problema, assim como a Tokyo Electric Power Company (TEPCO), que administra a central.

“É necessário deixar que um grupo internacional de peritos faça a avaliação real dos danos”, disse Suzuki, acrescentando que o único motivo de impedimento é o “orgulho” do Governo nipónico, que se recusa a admitir que tal intervenção é necessária.

 

Foto: Raneko, sob licença Creative Commons


in: Green Savers

Projecto português cria mapa da biodiversidade da Serra da Estrela

Mäyjo, 02.02.14

Projecto português cria mapa da biodiversidade da Serra da Estrela (com VÍDEO)

 

O Green Savers terá sido dos primeiros sites de informação a dar a conhecer o GeObserver, um portal que reúne os dados da meteorologia, fauna, flora, demografia, hidrografia, elevação e edifícios da Serra da Estrela dos últimos 30 anos.

Passados 18 meses, o Economia Verde foi visitar Paulo Barbosa e perceber, de facto, como funciona o projecto. “A plataforma recolhe dados de estações meteorológicas públicas e privadas, em tempo real. Temos também pessoas no terreno a recolher dados, que são verificados por técnicos especializados em cada uma das áreas. O cidadão comum pode também ir ao site e registar tudo o que possa ver ou fotografar de biodiversidade”, explica Paulo Barbosa.

Com a ajuda das fotografias enviadas pelos cidadãos, a GeObserver faz a confirmação da informação e, a partir desse momento, começa a construir-se o mapa da biodiversidade da Serra da Estrela.

O objectivo principal do GeObserver é utilizar estes dados para a protecção ambiental, pelo que a plataforma recebeu a ajuda de um parceiro muito especial, a Associação Amigos da Serra da Estrela.

“Muito pouca gente saberá o que possui o parque em termos de biodiversidade, quer de fauna e flora. Há um levantamento genérico, mas [a gestão] do quotidiano não tem sido feita. E só se pode conservar o que se conhece”, frisou ao Economia Verde José Maria Saraiva, da associação serrana.

A curto e médio prazo, o GeObserver terá de obter novos apoios para que a rede de informação não se perca. Uma das principais conquistas deste cruzamento de dados foi a criação de um índice de risco de incêndio, que ajuda Protecção Civil e outras autoridades locais a prevenirem-se para as alturas mais quentes do ano. Assim, o interesse público é visível.

O sucesso da plataforma poderá levá-la, a curto prazo, para outras paragens. Segundo Paulo Barbosa, foram já feitos alguns contactos com países de língua oficial portuguesa, que estão interessados no GeObsever para gerirem, de forma mais eficiente, os seus gigantescos parques naturais.

Como o Green Savers tinha já adiantado, um desses parques é a Gorongosa. Veja o episódio 184 do Economia Verde.

Foto:  ines saraiva / Creative Commons

in: Green Savers